segunda-feira, 23 de março de 2015

Sabe aquela sensação?


Sabe aquela sensação de que nada é de verdade?

Sabe aquela sensação de que nada é de verdade?

Sabe aquela sensação de que nada é de verdade?

Sabe aquela sensação de que nada é de verdade?
                     ...........................
                           ..............      
                               .....
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Sabe aquela sensação de que ninguém é de verdade?

Sabe aquela sensação de que ninguém é de verdade?

Sabe aquela sensação de que ninguém é de verdade?

Sabe aquela sensação de que ninguém é de verdade?

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Nada é de verdade?              Ninguém é de verdade?


sábado, 24 de janeiro de 2015

Amor...


Amor.

Terror.

A Despe(r)dida



Levou segundos para se vê em seus olhos.

Levou minutos para sentir o prazer que procurava.

Levou horas para não se sentir mais satisfeita apenas com poucos minutos de prazer.

Levou dias para dizer as palavras que precisava antes de partir.

Levou semanas para se acostumar com a falta daquelas palavras.

Levou meses para aprender a se perder e a se encontrar em meio às palavras da memória.

Levou anos para compreender que as palavras nunca seriam suficientes.

Levou a vida inteira para aprender a viver. E não aprendeu.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Gato e sapato

Carrego mais mágoas dentro de mim do que formas de conviver com elas.
Carrego mais sonhos dentro de mim do que meios para realizá-los.
Meus pensamentos não me deixam descansar.
Esticam. Encolhem. Dançam. Gritam. Sussurram. Fazem de mim gato e sapato.
Me levam para calmas montanhas, para arco-íris preto e branco, para estrelas cadentes, para amores não esquecidos, para lembranças repetidas, às vezes tristes, às vezes alegres...
Mas nunca silenciam.
Estou inquieta. Sou inquieta.
O sossego é uma opção. A ausência de memória e de sentimento não.
A mansidão nunca me pertenceu.
Será que isto nunca vai parar?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Linda


Linda... e rejeitada. Linda... e desinteressante. Linda... e chata. Linda... e insuportável. Linda... e decepcionante. Linda... e desprezível. Linda... e passageira. Linda... e inútil. Linda... e pisada. Linda... e insignificante. Linda... e infantilizada. Linda... e tratorada. Linda... e desconsiderada. Linda... e esquecida. Linda... e enganável. Linda... e brincável. Linda... e cuspível. Linda... e...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Medos


Tenho medo de nunca mais ver o mundo com meus olhos tão fabuladores.

Tenho medo de ser esquecida. Que meus cabelos, olhos, sorrisos (às vezes sem graça) e presença não sejam mais lembrados.

Tenho medo de enlouquecer. Entrar tanto dentro de mim e perder a noção daquilo que sou.

Tenho medo de sofrer, chorar, cair, e não mais levantar.

Tenho medo das reações que provoco. Inclusive, das minhas próprias reações a mim.

Tenho medo daquilo que me dói e é de difícil cura.

Tenho medo de não superar meus desejos e sonhos.

Tenho medo de não ser (nem saber) o melhor que posso ser.

Tenho medo de não me encontrar com o pior de mim.

Tenho medo das minhas forças escassearem.

Tenho medo de não suportar mais a realidade da vida e desistir.

Tenho medo que a vida me baste (ela nunca bastou) e que a arte não me satisfaça.

Tenho medo que a arte não seja suficiente. Que as perguntas me devorem e as respostas se percam.

Tenho medo de ficar perdida para sempre.

Tenho medo que a tristeza não passe.

Tenho medo de não acreditar mais nos meus ideais.

Tenho medo de, acordada, sonhar meus piores pesadelos.

Tenho medo que as palavras não saiam e me sufoquem.

Tenho medo de ter medo de ter medo.

Tenho medo de matar. Tenho medo de morrer. Tenho medo de sobreviver.

Tenho tantos medos em mim que sei que não me encontrei com todos ainda.

Diante disso tudo, tenho medo que o medo me paralise. Não me permita viver e me mate.

sábado, 27 de julho de 2013

Garota passatempo


Ela é aquela que todos desejam, mas não amam.

Aquela que sempre é uma boa opção, mas nunca é a opção.

Aquela que é linda, mas nunca é considerada.

Aquela que merece todas as estrelas do universo, mas não a companhia de alguém.

Aquela que caminha despertando desejos e adormecendo o amor.

Ela é a bela borboleta que voa no jardim. Sozinha, sempre.

Ela é o vento que sopra, convidativo. Mas que depois do calor não interessa mais.

Ela é aquela que tem prazo de validade.

Ela é o rascunho, a obra de arte, mas não a sensibilidade do espectador.

Ela é o quadro mais admirado da exposição. Mas que volta sempre sozinho pra gaveta fechada.

Ela é o espetáculo sem público.

Ela é a promessa não cumprida. A prece não atendida. O telefonema não dado. A mensagem não respondida. A palavra não dita. A história não contada.

Ela é aquela que vale uma noite. Um trident. Uma mentira. Um cinema. Um vinho, talvez.